Mangueira Encanta com Enredo em Homenagem ao Guardião da Amazônia Negra neste Domingo

Mangueira fecha domingo com enredo sobre guardião da Amazônia Negra
Mangueira fecha domingo com enredo sobre guardião da Amazônia Negra Divulgação

A Estação Primeira de Mangueira será a última a desfilar no domingo, 15 de fevereiro, encerrando a noite na Marquês de Sapucaí. A entrada na Avenida deve acontecer entre 2h30 e 3h, com um enredo que promete levar o público a uma travessia espiritual e ancestral.

Com o título “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, a tradicional verde e rosa traz para o centro da narrativa um personagem simbólico do Norte do Brasil, que é referência em cura, floresta e tradições afro-indígenas.

Ritual na mata e o chamado dos encantados

A história se inicia na floresta, onde ocorre o Turé, uma festa de agradecimento aos seres invisíveis e encantados que habitam entre mundos. É nesse ambiente que aparece Mestre Sacaca, xamã e babalaô do povo tucuju, apresentado como o guardião vivo da Amazônia Negra.

Casal da Tatuapé cai durante o desfile

Sacaca não é uma memória distante, mas sim uma presença que atravessa a mata, as águas e os tambores. Como curandeiro e defensor da natureza, ele guia a Mangueira por caminhos de escuta e aprendizado.

Viagem pelos rios e saberes da cura

A jornada passa pelos rios, visitando comunidades ribeirinhas e territórios onde indígenas e quilombolas vivem em harmonia com a maré. Sacaca troca saberes com extrativistas e mulheres das castanhas, observando a força das águas no cotidiano.

Na floresta, o enredo destaca o poder da cura. Garrafadas, chás e banhos fazem parte do conhecimento vivo, sempre acompanhados de oração e tradição, passado de geração em geração como prática sagrada.

Tambores, festa e resistência afro-indígena

O som dos tambores transforma o sagrado em celebração. Marabaixo, Batuque, Sairé e Missa dos Quilombos entrelaçam fé e cultura, unindo igreja e terreiro, que ocupam a rua.

Sacaca permeia cada detalhe: no barro das louceiras, no açaí que colore as mãos, na onça que vigia a mata e no amapazeiro que oferece sombra. Assim, ele se torna símbolo de um Norte que resiste e ensina.

É essa saga que a Mangueira promete cantar, com verde e rosa, sob o céu da Sapucaí.