Nina Baiocchi, que dá vida à Vânia na novela Coração Acelerado, utilizou sua conta no Instagram para expressar sua indignação e pedir ajuda na busca pelos criminosos que a agrediram, deixando-a com ferimentos nos braços e mãos.
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Segundo o relato de Nina, o ataque ocorreu no dia 10 de janeiro, às 23h59. Os bandidos quebraram o vidro do Uber em que ela estava e levaram seu celular desbloqueado. Ela mencionou que reagiu durante a situação.
“Justiça! Me ajudem a marcar as autoridades para encontrar esses criminosos… Eu fiz boletim de ocorrência, tenho testemunhas oculares e imagens das câmeras de segurança de estabelecimentos próximos”, postou na legenda.
“Durante o conflito, alguns cacos de vidro entraram nas minhas mãos e braços, causando cortes e exigindo pontos”, recordou.
“Reconheço que muitas pessoas dizem que não é aconselhável reagir em situações como essa, mas eu tive um impulso instintivo. Não me lembro de todos os detalhes, mas quando percebi, já estava correndo atrás deles, pedindo ajuda no meio da rua, com as mãos e braços cheios de sangue”, detalhou.
“Entrei em um táxi que estava parado e pedi ao motorista que me levasse para casa. Ao chegar, a primeira coisa que fiz foi abrir o computador para trocar todas as minhas senhas”, relembrou. “Mas estava difícil digitar, pois minha mão estava cheia de cortes e sangrando. Enviei uma mensagem para minha mãe pedindo ajuda e ela me aconselhou a ir ao hospital”, acrescentou.
“Recebi pontos, mas o que mais me incomoda é a sensação de impotência. O pior é saber que havia um posto policial a apenas cinco minutos de onde tudo aconteceu”, desabafou.
“Uma sociedade não se mede pelo que promete, mas pelo que tolera. E o que estamos tolerando? No Brasil, a justiça nem sempre é justa, mas não aceitarei a impunidade”, afirmou.
“Não aceito que digam que é culpa minha por estar mexendo no celular fora de casa à noite. Se nada ocorrer, isso pode acontecer novamente, com outra mulher, em outro veículo, em outra noite. E a culpa nunca pode recair sobre quem está usando o celular. A responsabilidade é de quem agride”, garantiu.
“Não desejo que este vídeo seja apenas um desabafo, quero que sirva como um pedido e um aviso: não dá mais para fingir que a violência é normal. Enquanto a violência for tolerada, ela persistirá. Eu me recuso a aceitar isso em silêncio”, concluiu.