O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao criticar severamente o show do intervalo do Super Bowl 2026, que aconteceu no dia 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, em California, e foi estrelado pelo porto-riquenho Bad Bunny.
A apresentação, que contou com participações de grandes nomes como Lady Gaga e Ricky Martin, virou alvo das críticas de Trump, que descreveu o espetáculo como “absolutamente terrível” e “uma afronta à Grandeza dos EUA”. Em sua rede Truth Social, ele não mencionou diretamente Bad Bunny, mas expressou:
Parte da renda dos shows de Bad Bunny no Brasil vai para a caridade
“O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de TODOS OS TEMPOS! Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza dos EUA, e não representa nossos parâmetros de Sucesso, Criatividade ou Excelência. Ninguém entende uma palavra que esse rapaz está falando, e sua dança é repulsiva, especialmente para as crianças que estão assistindo nos Estados Unidos, e por todo o mundo.”
Trump também criticou a liga de futebol americano, atacando mudanças nas regras e a mídia: “Esse ‘Show’ é apenas um ‘tapa na cara’ do nosso país, que está definindo novos patamares e recordes a cada dia. Inclusive a melhor marca na Bolsa (401 mil) na história! Não há nada inspirador nessa bagunça do Show do Intervalo e, veja, isso vai ganhar ótimos reviews da Fake News Mídia. Porque eles não têm nem ideia do que está acontecendo no MUNDO REAL. E, além disso, a NFL deveria mudar imediatamente a ridícula nova regra do início do jogo.”
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Música, cultura latina e grandes nomes
Bad Bunny, que ganhou o Grammy de Álbum do Ano por “DtMF”, ofereceu um espetáculo que desafiou o formato pop tradicional, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores nos Estados Unidos.
O show incluiu cenas gravadas em um cenário elaborado, com participações especiais do ator Pedro Pascal e das cantoras Cardi B e Karol G, trazendo diversidade e inovação ao público global.
Durante a apresentação de “Debí Tirar Más Fotos”, Bad Bunny mencionou os países da América Latina, incluindo o Brasil, o que gerou uma recepção calorosa entre os fãs, destacando o tom multicultural da sua performance. O cantor incorporou a identidade latina em cada segmento, explorando ritmos que transitaram entre reggaeton e trap latino, além de fazer referências à rica tradição musical da região.
Muitos consideraram esse um dos momentos mais impactantes da noite, ressaltando a importância da representação cultural latino-americana em um palco de tão grande visibilidade.
Bad Bunny já tinha marcado presença no Super Bowl em 2020, durante a performance de Shakira e Jennifer Lopez, mas desta vez brilhou como protagonista, evidenciando sua evolução artística e sua habilidade em unir talento e política em um único espetáculo.
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Política e música: Bad Bunny repete tom crítico
A apresentação de Benito, verdadeiro nome do Bad Bunny, ganhou um tom político quando ele expressou sua oposição à política de imigração dos Estados Unidos. Embora não tenha mencionado Trump diretamente, o artista já fez declarações claras contra as ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Durante a cerimônia do Grammy, ele fez ressoar a frase “Fora, ICE”, denunciando medidas prejudiciais a comunidades imigrantes.
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Esse posicionamento integra sua trajetória pública e artística há anos, e retorna à conversa justamente em um dos eventos culturais mais relevantes da televisão americana. Bad Bunny fortalece a discussão sobre quem ocupa espaço no mainstream e quais vozes são capazes de transmitir mensagens significativas ao público de grande escala.
Enquanto isso, a reação de Trump também se espalhou pelas redes sociais e pela mídia, com apoiadores aplaudindo suas críticas e opositores defendendo a liberdade artística e a importância cultural de um show que celebrou inclusão e diversidade.
Independentemente das controvérsias, o show do intervalo do Super Bowl 2026 permanece como um dos momentos mais discutidos da temporada, especialmente por interligar música, cultura, política e a presença de grandes artistas como Lady Gaga e Ricky Martin em um único espaço.