A Barroca Zona Sul retorna à avenida com renovada fé e ambição. Em busca de um título inédito no Grupo Especial, a escola verde e rosa escolheu Oxum como sua grande inspiração para o próximo desfile. Mais uma vez, a agremiação aposta em uma fórmula que já trouxe sucesso, como no ano anterior, quando prestou homenagem a Iansã e obteve destaque pela força simbólica do tema.
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O enredo “Oro Mi Maió Oxum”, elaborado por Pedro Alexandre Magoo, promete exaltar a orixá das águas doces, do amor e da fertilidade. A proposta se destacará pela combinação de beleza, ancestralidade e emoção, elementos que ressoam diretamente com a identidade da escola da zona sul paulistana.
O samba-enredo é fruto do esforço coletivo de compositores como Thiago Meiners, Sukata, Morganti, Claudinho, Fernando Negão, Shumacker, Valencio, L. Santos, Daniel Paixão, Léo PZ, Beto Savanna, Wilson Mineiro e Tubino. Assim, a música surge como um dos pilares da tentativa de reviravolta da escola no Carnaval.
Última a desfilar na sexta-feira e chance de recuperação
Após enfrentar dificuldades em 2025, a Barroca entra em 2026 com o firme propósito de reagir. No último Carnaval, a escola obteve 269 pontos e terminou a apuração na 12ª posição, conseguindo evitar o rebaixamento apenas por critérios de desempate sobre os Acadêmicos do Tucuruvi.
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Dessa forma, o próximo desfile ganha um peso ainda maior. A Barroca será a última escola a desfilar no Sambódromo do Anhembi na sexta-feira, 13 de fevereiro, dividindo a noite com grandes nomes como a campeã Rosas de Ouro, o tradicional Vai-Vai e os Acadêmicos do Tatuapé.
Assim, a homenagem a Oxum se apresenta como uma aposta de emoção e impacto, além de representar uma nova chance para a verde e rosa buscar protagonismo no Carnaval paulistano.
Confira a letra do samba da Barroca
Ayêyê Oxum
Da sedução ao mensageiro, Laroyê!
O sagrado fundamento a revelar
Se tornando então eleita de Orunmilá
A filha d’Iemanjá e Oxalá
Senhora dos rios e das cachoeiras
Dona do ouro e de toda minha fé, axé!
O justiceiro do oxê se apaixonou pelo abebé
E o fogo mergulhou no igarapé
Eu vi Mamãe Oxum colhendo lírio, lírio ê
Colhendo lírio pra enfeitar o seu conga
É quem governa o poder da encantaria
É o espelho que nunca vai se quebrar
Ordenança de Exú, ilusão
É rainha de Oxóssi, caçador
Banho de rio a fez chorar, tristeza
Mas a correnteza o amor deixou
Mamãe semeou a vida
As águas doces vão de encontro a mata
Eru Awô, Eru Awô, orixá menino é Logun Edé
Que Olorum abençoou
Oro Mi Má, Oro Mi Maió, pra cantar a sua fé
Ê Yalodê Iyá wô rô, ê Yalodê Iyá
Foi na água da cascata que eu vi Oxum reinar
Cangerê mandou chamar, barravento de Ogã
Pra firmar teu ijexá no raiar dessa manhã
Reflete Oxum no sol dourado a clarear
Eu sou Barroca, macumba de enfeitiçar
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