Batanga: O Reino Africano que Pretende Conquistar ‘A Nobreza do Amor’

Nobreza do Amor
Foto: Estevam Avellar/ Globo

Batanga, um reino africano fictício repleto de nobreza, guerreiros e ambições perigosas, será o grande cenário de “A Nobreza do Amor”, a próxima novela das seis da Globo, com estreia prevista para 16 de março. Situado na costa ocidental da África, o país emerge como uma ex-colônia portuguesa, marcado por savanas, tradições ancestrais e, sobretudo, grandes riquezas minerais.

Qual a história de ‘A Nobreza do Amor’?

A trama, assinada por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr., com direção artística de Gustavo Fernández, constrói Batanga a partir de referências históricas e culturais de diferentes nações africanas. Assim, a novela aposta em um universo diverso, que foge da visão simplificada de um único continente.

No passado, Batanga viveu sob domínio português. Entretanto, no fim do século XIX, conquistou a liberdade após uma guerra liderada pelo futuro rei Cayman II (Welket Bungué). Ao seu lado, Niara (Erika Januza) e Jendal (Lázaro Ramos) desempenharam papéis decisivos na construção do novo país.

Um reino africano inspirado em múltiplas Áfricas

Batanga nasce como um espaço simbólico, onde elementos culturais, geográficos e artísticos se cruzam. Welket Bungué, ator natural de Guiné-Bissau, destaca essa pluralidade na abordagem da novela.

“Enquanto narrativa afro-brasileira, acredito que a novela oferece um olhar situado no Brasil, mas construído de forma transversal. ‘A Nobreza do Amor’ reflete a multiplicidade das Áfricas através dos símbolos, trajes, esculturas, geografia e diversidade dos povos, afastando-se da ideia de um continente homogêneo”, afirma.

Erika Januza, que interpreta a rainha Niara, também celebra a valorização da ancestralidade africana em horário nobre. Para ela, a produção chega em um momento de grande expectativa do público.

“‘A Nobreza do Amor’ vai apresentar muito do que sempre sonhamos ver na televisão. O povo estava ansioso por uma história que mistura nossa herança africana com a cultura nordestina. Muitas pessoas vão se conectar com isso”, diz a atriz.

Assim, Batanga se apresenta não apenas como cenário, mas como personagem central da narrativa.

Princesa Alika e a profecia que ameaça a dinastia

Em tempos de paz, o povo de Batanga celebra o nascimento da princesa Alika, herdeira do trono. Filha única de Cayman e Niara, ela tem um nome que carrega um significado especial: “a mais bela entre as belas”.

A jovem, interpretada por Duda Santos, cresce cercada por expectativas e pressões políticas. Segundo Oruka, guardião do oráculo do reino, uma sombra se aproxima e ameaça a continuidade da dinastia. Por isso, a corte planeja um casamento estratégico: Alika deve se unir a Jendal, primeiro-ministro e homem de confiança do rei.

Saiba mais sobre a personagem de Erika Januza

Contudo, a princesa resiste à ideia de um destino imposto. Além disso, ela começa a intervir diretamente em decisões econômicas que sustentam Batanga, especialmente na exploração do tungstênio, metal valioso que movimenta a economia local.

Alika convence seu pai a firmar um acordo com comerciantes turcos, representados pelo Paxá Soliman (Marco Ricca) e Omar (Rodrigo Simas). A decisão, no entanto, provoca a ira de Jendal, que lucrava com negociações anteriores feitas com os ingleses.

Duda Santos fala com emoção sobre o papel

“Estou profundamente honrada e emocionada com a oportunidade de dar vida a essa personagem. Interpretar uma princesa africana em horário nobre, em uma novela que valoriza nossa ancestralidade e abre espaço para discutir questões essenciais, como identidade e representatividade, é uma responsabilidade imensa. Cresci sonhando com personagens que refletem a força, a beleza e a complexidade da nossa cultura”, conta.

Jendal, o golpe e a tomada do trono

A ambição de Jendal cresce à medida que ele percebe uma chance de controlar Batanga. Com o apoio dos ingleses, ele executa um golpe e toma o trono. A partir desse momento, o antigo aliado se transforma no maior inimigo da família real.

Autoproclamado rei, Jendal ordena a morte de Cayman, Niara e Alika. A família tenta fugir, mas acaba capturada. A situação muda apenas quando a princesa decide voltar atrás e aceita se casar com o tirano para salvar seus pais.

Lázaro Ramos, que interpreta o primeiro vilão de sua carreira, revela entusiasmo com o desafio.

“O que me atraiu nesse projeto, primeiramente, foi a possibilidade de fazer um vilão, algo que ainda não havia explorado na carreira, especialmente na televisão. Além disso, o roteiro da novela é muito bonito e importante. Eu queria muito participar dessa história que estamos contando. Jendal é um personagem muito desejado”, afirma.

Na trama, Jendal também aparece como viúvo e pai de Kênia (Nikolly Fernandes), uma jovem ambiciosa, seduzida pelo luxo e pelo status do poder.

O casamento com Alika acontece, mas não se consuma. Mesmo assim, ele garante ao vilão uma aparência de legitimidade.

Fuga para o Brasil e a resistência contra a tirania

A família real percebe que não há alternativa: fugir se torna uma questão de sobrevivência. O plano surpte no dia do casamento, com a ajuda de Omar, filho do comerciante turco, que se apaixona por Alika desde o primeiro encontro. Além dele, Dumi, chefe da guarda de Batanga, também participa da estratégia.

Rodrigo Simas comenta a mistura de ação e romance: “Estou muito feliz e honrado de participar de um projeto tão grandioso. Omar é um homem muito leal e elegante, cuja história mudará ao conhecer Alika. O público pode esperar muita ação e romance nessa relação”, diz.

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Na fuga, Cayman sofre um acidente fatal. Antes, ele entrega à filha uma missão definitiva: limpar o nome da família e recuperar o trono, além de revelar o caminho que mãe e filha devem seguir: o Brasil.

Omar é ferido e capturado pelos soldados de Jendal. Ainda assim, Alika e Niara conseguem embarcar rumo a Natal, no Rio Grande do Norte, e depois seguem para Barro Preto, uma cidade do interior onde encontram abrigo com José (Bukassa Kabengele) e Teresa (Ana Cecília Costa).

José guarda um segredo decisivo: ele é Zambi, irmão de Cayman, que anos antes abdicou do trono para viver no Brasil ao lado da mulher que amava.

Refugiada, Alika começa a organizar a resistência contra Jendal, contando com aliados estratégicos dentro e fora do palácio. Dumi finge lealdade ao novo rei para manter uma posição privilegiada, enquanto Chinua (Hilton Cobra), conselheiro fiel de Cayman, permanece no cargo e fornece informações vitais.

Guerreiros como Akin (André Luiz Miranda) e Ladisa (Rita Batista) também surgem como peças fundamentais na luta para derrubar o tirano e permitir o retorno triunfal de Alika e Niara a Batanga.