Manifestações em memória do cão Orelha devem mobilizar quase todas as capitais do país neste fim de semana. Os atos têm como objetivo cobrar justiça e pressionar as autoridades pela responsabilização dos envolvidos na morte do animal, um caso que gerou comoção nacional e ampliou o debate sobre a violência contra os animais.
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Em São Paulo, a concentração acontecerá a partir das 10h deste domingo, 1º de fevereiro, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Bela Vista. Em Sorocaba, outra manifestação está marcada para as 9h, no Pet Place do Parque Campolim. Organizadores esperam reunir tutores, ativistas e apoiadores da causa animal.
No Rio de Janeiro, duas caminhadas estão agendadas para o mesmo dia. A primeira começará às 10h, no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, na Glória, seguindo até o Copacabana Palace. Mais tarde, às 16h, outro grupo se reunirá no Posto 2 de Copacabana e marchará até o final da Praia do Leme.
Atos pelo país e mobilização simbólica
Em Brasília, o protesto ocorrerá no sábado, 31, a partir das 16h, no Parque Dog, no Setor Sudoeste. A Associação Apdog, responsável pela organização, orientou os participantes a vestirem roupas pretas, simbolizando luto e protesto.
Em Florianópolis, cidade onde o crime ocorreu, a manifestação está marcada para as 10h de domingo, no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no centro.
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Além disso, Salvador também participará das manifestações. Na capital baiana, a mobilização começará às 10h de domingo, no Farol da Barra. Em todas as cidades, os organizadores defendem atos pacíficos, com foco na conscientização e no pedido de respostas concretas das autoridades.
Investigação, eutanásia e apuração policial
Orelha faleceu no início do mês após sofrer agressões violentas, especialmente na cabeça. De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, as lesões apresentavam gravidade extrema, levando a equipe veterinária a optar pela eutanásia durante o atendimento, dada a impossibilidade de reversão do quadro clínico.
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A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro e começou a investigar quatro adolescentes suspeitos de agredir o animal com a intenção de provocar sua morte. Parte das agressões, conforme a apuração, ocorreu na cabeça do cão.
Na segunda-feira, 26, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Apesar da ação, ninguém foi preso. Dois dos adolescentes estavam nos Estados Unidos e retornaram logo ao Brasil. No dia 29 de janeiro, ao chegarem no Aeroporto Internacional de Florianópolis, entregaram celulares e roupas, que foram apreendidos pelas autoridades.
Inicialmente, a defesa informou que o retorno ao país foi articulado com a Polícia Civil e confirmou que os jovens prestaram colaboração ao entregar voluntariamente os pertences em uma sala restrita do aeroporto. Todos foram intimados a prestar depoimento, enquanto a investigação continua em andamento.
Com manifestações ocorrendo em todo o país, o caso Orelha transcende fronteiras regionais e se consolida como um símbolo de demanda por punições mais severas e respostas efetivas diante de crimes contra os animais.