Com a publicação das diretrizes para a Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2026 pela Receita Federal, muitos brasileiros iniciam o processo de organização para suas obrigações fiscais. Essa declaração abrange os rendimentos obtidos em 2025 e é obrigatória para aqueles que atendem a certos critérios sobre renda, patrimônio e movimentações financeiras.
Isabel Macedo, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, ressalta a importância de os contribuintes estarem atentos aos requisitos de obrigatoriedade antes de começarem a preencher a declaração. Ela alerta que a necessidade de declarar não se limita apenas ao salário. “Muitas pessoas pensam que estão isentas, mas podem se encaixar em outras situações, como a posse de bens que superem um determinado limite ou operações na bolsa de valores”, explica.
### Quem deve declarar
Conforme as regras estabelecidas pela Receita Federal, estão obrigados a apresentar a declaração em 2026 aqueles que, no ano de 2025:
– Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, incluindo salários, aposentadorias, pensões ou aluguéis.
– Obtiveram rendimentos isentos ou não tributáveis que totalizaram mais de R$ 200 mil, como indenizações ou lucros de poupança.
– Possuíam bens ou direitos avaliados em mais de R$ 800 mil ao final de 2025, incluindo imóveis e veículos.
– Obtiveram ganhos com a venda de bens ou direitos, como imóveis e veículos.
– Realizaram operações na bolsa de valores que ultrapassaram R$ 40 mil ou que geraram ganhos sujeitos à tributação.
– Tiveram receita bruta superior a R$ 169.440 em atividades rurais.
– Tornaram-se residentes no Brasil em qualquer mês de 2025 e continuaram assim até o final do ano.
– Receberam rendimentos ou possuíam ativos financeiros no exterior, conforme as normas de tributação internacional.
### Atenção às normas do ano-base
Isabel Macedo também destaca que a declaração de 2026 se refere exclusivamente aos rendimentos do ano anterior, o que muitas vezes gera confusão entre os contribuintes. “É comum ouvir sobre novas faixas de isenção e mudanças nas regras, mas o que vale para a declaração de 2026 são as normas relativas a 2025”, enfatiza.
### A importância da organização
Uma preparação adequado é fundamental para o sucesso na declaração. É preciso reunir todos os documentos relevantes, como informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, além de registros de compras e vendas de bens. “A procrastinação pode aumentar as chances de erros ou omissões de informações importantes. Manter uma boa organização é essencial para evitar problemas com a Receita Federal”, conclui.
Por isso, vale a pena dedicar tempo e atenção à documentação e aos requisitos exigidos, garantindo assim que suas obrigações fiscais sejam cumpridas corretamente.