Neste sábado, 29 de novembro, o público não verá “Dona de Mim”, pois a novela das 19h fará uma pausa em decorrência da final da Libertadores.
Palmeiras e Flamengo se enfrentam às 18h (de Brasília) para decidir a Conmebol Libertadores. O evento esportivo ocorrerá no estádio Monumental de U, em Lima, Peru, com transmissão ao vivo pela TV Globo.
O que vem por aí em ‘Dona de Mim’
Essa interrupção acontece em um momento delicado da trama. O capítulo que seria exibido ficará para segunda-feira, 1º de dezembro. É importante ressaltar a cena impactante de Rosa Rubin Boaz (Suely Franco) e a relevância de sua história em relação ao Alzheimer.
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O que é o Alzheimer?
Alzheimer não é apenas um “esquecimento de velhice”; trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva que compromete, antes de tudo, a memória, a linguagem, o raciocínio e a autonomia funcional.
Conforme o Alzheimer avança, os neurônios morrem e o cérebro encolhe, provocando confusões e dificuldades em tarefas simples, como cozinhar, pagar contas ou se vestir, além de alterações de humor. A doença não possui cura, mas há tratamentos que ajudam a retardar seu avanço e a melhorar a qualidade de vida.
Na trama, a história de Rosa é retratada de forma sensível. Quando ela revela na TV “Eu tenho Alzheimer”, a cena ultrapassa a barreira entre ficção e realidade. A perda de memória, ao esquecer ingredientes ou receitas, ganha um rosto e uma história, causando reflexão sobre o cuidado e a empatia.
Efeitos do Alzheimer e o acerto dos roteiristas
A rotina de quem lida com Alzheimer é profundamente alterada. A família assume papéis extras, organizando e apoiando. No caso de Rosa, os netos ajudam fazendo cartões com receitas anotadas para compensar o esquecimento.
Surge dor, culpa e o medo de perder quem se ama. A transformação da avó, que antes mantinha a casa unida, agora lutando contra tarefas simples, é dolorosa. Assim, a dinâmica familiar se fragiliza; momentos de alegria misturam-se com tensão e tristeza, exigindo adaptações constantes.
O paciente enfrenta temores como não se reconhecer ou ser um peso para os outros. A família precisa lidar com essa vulnerabilidade.
A dependência aumenta com o tempo, uma vez que o Alzheimer tende a degradar funções motoras e cognitivas, necessitando de cuidados contínuos.
O acerto da autora Rosane Svartman e de sua equipe de roteiristas — Juan Jullian, Renata Sofia, Jaqueline Vargas, Michel Carvalho, Mário Viana, Carolina Santos e Pedro Alvarenga — é notável ao abordar um tema tão real e comum em muitas famílias brasileiras.
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A cena não cai no melodrama. Em vez disso, oferece um retrato sincero: o Alzheimer destrói aos poucos, mas a dignidade, a memória afetiva e os laços familiares podem resistir quando há amor, paciência e apoio.
Se expor a dor e a força de Rosa gera um impacto emocional e social, a novela se torna mais profunda. O público se conecta, chora, reflete e se prepara para um desfecho emocionante, especialmente após a pausa forçada pelo futebol.