O Navio Tempo Rei, um cruzeiro temático que marcou a despedida de Gilberto Gil, encerrou sua jornada entre Santos e Rio de Janeiro de forma memorável. Entre 1º e 4 de dezembro, a bordo do MSC Preziosa, o evento deixou boas recordações aos admiradores do cantor.
Nos dois concertos realizados em alto-mar, Gil apresentou diversas fases de sua carreira, navegando do Tropicalismo à poesia pop, incluindo canções de resistência que se tornaram verdadeiras celebrações coletivas. Não se sentiu um fim, mas sim um contínuo; o público cantou como quem acompanha um ícone que moldou décadas de imaginário cultural, enquanto Gil se destacou com a leveza de quem reconhece seu papel na história.
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A presença da família no palco conferiu ao projeto uma sensação íntima. Nesse contexto, a ideia de despedida se transformou: não se tratou de um encerramento, mas sim de uma passagem de bastão, um gesto de continuidade.
Durante a viagem, convidados como Liniker, Nando Reis, Elba Ramalho, Os Paralamas do Sucesso, João Gomes e Gilsons contribuíram para uma narrativa rica e plural do Brasil. Essas participações não apenas reforçaram o caráter festivo do evento, mas também destacaram o impacto abrangente da obra de Gil: um compositor cuja influência atravessa gêneros, gerações e regiões.