Esposa de Henrique é liberada nos EUA após pagamento de fiança de R$ 2.600

Sertanejo Henrique e a esposa, Amanda
Sertanejo Henrique e a esposa, Amanda – Reprodução/Instagram @amandavasconcelosbm

A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, esposa do cantor sertanejo Henrique, da dupla com Juliano, foi liberada após audiência no Tribunal do Condado de Orange, na Flórida. O evento ocorreu na terça-feira, 3 de fevereiro, e a liberação foi concedida mediante um compromisso formal com a Justiça americana, que inclui a exigência de informar mudanças de endereço imediatamente.

Quem é a esposa de Henrique, dupla de Juliano

Amanda foi detida na tarde de segunda-feira, 2, em Orlando, durante uma abordagem policial relacionada a infrações de trânsito. Segundo o relatório oficial, ela conduzia um veículo sem uma carteira de habilitação válida na Flórida e não atendeu a uma ordem de parada de policiais. Como resultado, além das infrações administrativas, a situação foi caracterizada como um crime segundo a legislação local.

Até o momento da última atualização, não houve retorno da defesa de Amanda, da assessoria da dupla sertaneja ou de seus familiares. O Ministério das Relações Exteriores, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Orlando, afirmou que está à disposição para prestar assistência consular.

Audiência definiu liberdade mediante compromisso

Na audiência de 3 de fevereiro, a Justiça dos Estados Unidos estabeleceu uma fiança de US$ 500, equivalente a cerca de R$ 2.620 na cotação atual. Antes disso, Amanda já havia sido multada em outros US$ 500 por dirigir sem carteira de habilitação local, mesmo residindo na Flórida.

Na ata do Tribunal do Circuito do Condado de Orange, o juiz determinou uma medida conhecida como ROR (Release on Recognizance), que permite a liberação sob compromisso. Dessa maneira, a empresária poderá responder ao processo em liberdade, contanto que cumpra as condições estabelecidas.

O sistema de detentos do condado já confirmou que Amanda não está mais sob custódia. Além disso, ela assinou um documento comprometendo-se a informar qualquer mudança de endereço às autoridades judiciais. Se não comparecer a convocações futuras, o Tribunal pode emitir um mandado de prisão.

Infrações e crime apontados pela polícia

Conforme a documentação oficial, o caso envolve duas infrações de trânsito e um crime previsível na legislação da Flórida. O fator mais sério refere-se à fuga da polícia, uma violação caracterizada pelo estatuto 316.1935. Isso se deve ao não cumprimento de uma ordem de parada, mesmo com sinalização clara.

Amanda também enfrentou acusações por dirigir sem uma carteira de motorista válida, considerada contravenção de segundo grau, segundo o estatuto 322.03, já que o documento apresentado estava vencido. Além disso, uma infração por mudança irregular de faixa foi registrada, com base no estatuto 316.085.

Essas violações influenciaram a decisão inicial de detenção, mesmo após a empresária apresentar explicações durante a abordagem policial.

Como ocorreu a abordagem em Orlando

O relatório do policial descreve que Amanda trafegava pela região de South International Drive com Daryl Carter Parkway. Inicialmente, a caminhonete ocupava a faixa da esquerda, mas depois ultrapassou uma ilha pontilhada separando as faixas, caracterizando a primeira infração.

Em seguida, o veículo se deslocou para a direita enquanto a seta indicava conversão à esquerda, um comportamento que não condizia com o tráfego. Os policiais então consultaram a placa e descobriram que o proprietário registrado não possuía carteira de habilitação válida.

Os policiais iniciaram a abordagem usando luzes vermelha e azul e acionando brevemente a sirene. Apesar disso, o veículo não obedeceu à ordem de parada e entrou na avenida Daryl Carter.

Algemada e presa

Após seguir até o endereço do veículo, Amanda atendeu os policiais e afirmou ter acreditado que a ordem não se referia a ela.

Ela mencionou que possuía uma carteira de habilitação brasileira e apresentava uma cópia digital do documento. Explicou ainda que era proprietária da casa onde ocorreu a abordagem, mas residia no Brasil e estava nos Estados Unidos apenas para passar duas semanas de férias. O relatório registra que ela se desculpou com os policiais.

A polícia confirmou que Amanda possui um visto americano válido até 2032, mas como não havia registro de uma carteira de habilitação da Flórida, a detenção foi mantida. Amanda passou a noite na unidade penal conhecida como Divisão 10, e após a audiência no dia seguinte, a Justiça decidiu sua liberação no final da tarde, com a condição de cumprimento das exigências estabelecidas.