Gaviões em Busca do Desfile Inesquecível: Samba Forte na Aventura do Carnaval

Ernesto Teixeira, intérprete da Gaviões
Ernesto Teixeira, intérprete da Gaviões – Foto: Reprodução/Instagram

A Gaviões da Fiel está preparada para brilhar no Carnaval de São Paulo, trazendo um enredo que promete envolver a comunidade e chamar atenção no Grupo Especial. O samba, criado por Renato do Pandeiro, Rica Leite, Luciano Rosa, Cacá, Vini, Beto Cabeça, Don Souza, Portuga, Alves, Willian Tadeu e Biro, embala o tema “Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã”, elaborado pelos talentosos carnavalescos Júlio Poloni e Rayner Pereira.

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Além disso, a Gaviões será a quarta a passar pelo Sambódromo do Anhembi neste sábado, 14 de fevereiro. Uma noite crucial para aqueles que almejam brilhar no desfile paulistano.

Samba cresce e anima a comunidade

Com a interpretação de Ernesto Teixeira, o samba mantém a vibrante energia dos ensaios, despontando como um dos pontos altos da Gaviões nos últimos anos. Muitos afirmam que a escola não apresentava um hino tão sólido há mais de uma década.

A adesão da comunidade se destaca, reforçando a ideia de que a obra tem uma força popular e um impacto direto sobre a avenida. Tal aspecto eleva as expectativas a cada nova apresentação.

Carro de som capricha e Rafa do Cavaco vira peça-chave

Outro destaque do desfile é o trabalho musical, onde os efeitos sonoros marcam presença no carro de som, sob a supervisão do diretor Rafa do Cavaco. Ele assina introduções e arranjos de cordas, além de conduzir Ernesto Teixeira com maestria.

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Além do talento individual, a harmonia com a bateria “Ritmão” é um suporte fundamental que pode fazer diferença. A Gaviões aposta em musicalidade, emoção e identidade para criar um desfile memorável.

Confira a letra do samba da Gaviões

Yakoana
Me revela Xapiri
Um caminho a reluzir
Entre as matas um brilho de estrelas
Tudo parecia sonho
No leito risonho da mãe natureza
Onde o rio beijou o chão
Eu plantei uma nação
Que no amanhã renascerá
Pois Omama desenhou
Um dia, semente, no outro, a flor

Sou Tapajó, Cariri, Caeté
Um Potiguar, Tupi, Canindé
A voz da resistência, a lança ancestral
No peito do Brasil colonial (eu sou, eu sou)

Xawara devora o sonho e a mata padece
Mas eu sou a voz que conhece
O segredo das nossas raízes
Encantar é luz pra vencer cicatrizes
Oh, mãe hostil
Só uma vez, escute os filhos deste solo
A quem foi negado o teu colo
Pra ser Guajupiá de quem te ama
É hora de reflorestar o pensamento
Quem sabe o sonho volte como vento
O marco do futuro é Pindorama!

Yandê, Yandê, vai tremer a terra
Eu sou de paz, mas tô pronto pra guerra
Flecha que aponta novas direções
Tenho lado nessa luta, sou Gaviões!
(Sou Gaviões)