Juliano Cazarré compartilha novidades sobre a saúde da filha e explica o ocorrido

Juliano Cazarré, a esposa, Letícia, e a filha, Maria Guilhermina
Juliano Cazarré, a esposa, Letícia, e a filha, Maria Guilhermina – Foto: Reprodução/ Instagram

Nos últimos anos, Juliano Cazarré tem compartilhado abertamente suas experiências sobre fé, resistência e a rotina hospitalar com sua filha Maria Guilhermina. A menina, atualmente com 3 anos e meio, convive desde o nascimento com a anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita que afeta o funcionamento do coração. Devido a essa condição, ela passou sete meses internada em um hospital de São Paulo, um período repleto de procedimentos intensivos e incertezas.

Juliano Cazarré vai aumentar ainda mais a família?

Atualmente, Maria se encontra em casa, sob cuidados constantes e acompanhamento de profissionais especializados. Embora tenha recebido alta, o tratamento segue: uma vez por mês, ela retorna ao hospital para a troca da cânula da traqueostomia, crucial para sua respiração. Além disso, Maria ainda depende de um respirador e se alimenta por fórmula, pois não consegue ingerir alimentos de forma oral.

Tratamento contínuo e metas para os próximos anos

Apesar das limitações, a família possui metas bem definidas. Juliano revelou que a principal expectativa para 2026 é a retirada definitiva do respirador. O ator também expressou o desejo de que sua filha avance em marcos importantes do desenvolvimento, que ainda não foram alcançados devido às sequelas do primeiro ano de vida.

Juliano Cazarré passou por cirurgia em 2025

“Nossa meta para 2026 é que ela consiga se desvincular do respirador. Meu sonho é que ela possa comer comidas reais, já que até hoje se alimenta apenas de fórmula. Heranças do primeiro ano de vida exigem auxílio de profissionais, pois Maria apresenta atraso motor e cognitivo. E, com a traqueostomia, ela também não consegue falar. Queria muito ouvir a voz dela”, contou.

Segundo Juliano, equipes multidisciplinares acompanham Maria continuamente. O atraso motor e cognitivo demanda estímulos diários, enquanto a traqueostomia limita o desenvolvimento da fala. Apesar das adversidades, a família continua a trabalhar para melhorar a qualidade de vida e adaptar sua rotina.

Dor, fé e a vivência dentro do hospital

Ao recordar o período de internação, Juliano descreve momentos intensos. Ele afirma que enfrentou dificuldades ainda maiores fora do hospital, quando viveu uma crise pessoal e conjugal. Para ele, a fé foi fundamental para lidar com a doença da filha.

Receba as notícias de Coxixo no seu celular!

“O pior que vivi foi durante uma crise pessoal e no casamento, pois ali eu não tinha fé para me sustentar. Com a Guilhermina, havia um olhar sobrenatural, uma compreensão de que tudo acontece para o bem das pessoas. Eu sabia que precisava carregar aquela cruz e o significado que ela trazia. Mas é agonizante ver seu filho sofrer. Foram muitas injeções, tubos, e até cirurgias de peito aberto…”.

Além de Maria Guilhermina, Juliano Cazarré é pai de mais cinco filhos: Estêvão, com 1 ano e 8 meses; Maria Madalena, de 4; Gaspar, de 6; Inácio, de 13; e Vicente, de 15 anos. Para ele, a paternidade exige entrega e paciência constante.

“Ser pai é ter espírito de doação. É um desafio diário, especialmente em relação à paciência. É complicado ter tanta agitação, barulho e desordem; tudo some e ninguém sabe quem pegou. Às vezes, tenho reações mais intensas do que deveria. Você precisava ver como sou no supermercado! Levo fones de ouvido, uso carrinhos como se fosse um restaurante e encho de compras… É uma tarefa e tanto”, finalizou.