Lindomar Castilho, ícone do Bolero, falece aos 85 anos

Lindomar Castilho – Foto: Divulgação

Neste sábado, 20 de dezembro, a música brasileira se despediu de Lindomar Castilho, que faleceu aos 85 anos. A triste notícia foi divulgada por sua filha, Lili De Grammont, nas redes sociais, embora a família não tenha revelado a causa da morte. Durante sua trajetória, Lindomar se destacou com um repertório que dominou as rádios e as vendas de discos, especialmente na década de 1970, tornando-se um ícone do bolero e do samba-canção.

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Conhecido como o “Rei do Bolero”, Lindomar emplacou grandes sucessos que perduraram ao longo das décadas. Canções como “Vou rifar meu coração” e “Você É Doida Demais” se tornaram clássicos, sendo a última revitalizada na abertura da série “Os Normais”, transmitida pela TV Globo entre 2001 e 2003, permitindo que novas gerações conhecessem sua obra, mesmo após um período de afastamento dos palcos.

No entanto, sua carreira também foi marcada por um episódio trágico. Em 1981, durante uma apresentação em São Paulo, ele assassinou sua segunda esposa, a cantora Eliane de Grammont. A polícia o prendeu em flagrante, e em 1984 foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão por homicídio.

Resto da vida mais privado do mundo

Esse caso simbolizou uma discussão mais ampla sobre a violência doméstica no Brasil, com o lema “quem ama não mata”. Após cumprir sua pena, Lindomar voltou à música por um período, lançando um álbum ao vivo em 2000. Contudo, com o passar do tempo, optou por uma vida mais reclusa, longe do meio artístico.

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Em uma entrevista ao G1 em 2012, ele afirmou que havia se aposentado dos palcos e que não cantava “nem no chuveiro”. Problemas de saúde, incluindo limitações vocais, influenciaram sua decisão de se afastar.

Lili De Grammont desabafa sobre vida e morte de Lindomar Castilho

Ela continuou: “Sinto uma humanidade imensa, e que estamos nesta terra para evoluir. Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, um ser que se desviou por sua vaidade e narcisismo. Ao tirar a vida da minha mãe, também morreu em vida.”

Lili refletiu sobre a complexidade da vida, dizendo: “Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira. O que fica é: somos finitos, não somos melhores nem piores que os outros, e devemos olhar para dentro e buscar nosso melhor.”

Perdão e escolhas

No encerramento de seu desabafo, Lili expressou suas emoções em relação ao pai: “Me despeço ciente de que fiz tudo com amor, apesar da dor que sinto. Pedir perdão não é simples, pois envolve muitas camadas de sentimentos.”

Ela finalizou com um desejo de transformação: “Desejo que sua alma se cure e que sua masculinidade tóxica tenha sido transformada. Pai, tudo é passageiro, e o que realmente importa é a essência que deixamos.”

Lili concluiu sua mensagem com um apelo à felicidade: “Me despeço com a certeza de que a vida é uma passagem e o tempo é breve. Que possamos ser verdadeiramente felizes, reconhecendo nossa finitude e celebrando cada dia.”