Com doze títulos de campeã do Carnaval de São Paulo e vencedora de dois dos últimos três desfiles do Grupo Especial, a Mocidade Alegre se prepara para mais uma grande apresentação no Anhembi. A escola do Limão aposta em um samba-enredo vibrante para embalar “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, uma homenagem à atriz Léa Garcia, referência de representatividade e pioneirismo no audiovisual brasileiro.
Léa Garcia faleceu poucas horas antes da homenagem
A composição, assinada por um time talentoso que inclui Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Lucas Donato, e outros, já gera expectativa nos ensaios. Este samba se destaca como um dos principais trunfos da temporada, por unir emoção, mensagem e forte apelo popular.
O carnavalesco explica que a proposta não segue um caminho biográfico convencional. A escola optou por ressaltar o legado de Léa e a importância histórica de sua trajetória para o protagonismo negro no Brasil.
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“Queremos enfatizar a importância do legado desta mulher, como ela foi revolucionária e como seu trabalho influenciou a presença de tantas atrizes pretas em novelas hoje. Acreditamos que acertamos na mensagem que queremos transmitir ao público que estará assistindo ao nosso desfile”, explicou.
Dessa forma, a Mocidade Alegre mescla tradição, um repertório forte e uma narrativa contemporânea, prometendo um desfile memorável para o sábado de Carnaval.
Confira a letra do samba da Mocidade Alegre
Laroyê! Bate três vezes…
Ê mojubá! A Deusa Negra é ela!
A filha de Oxumarê
Que traz no sangue a força da mulher
Pisa forte nesse chão
Afirmando seu lugar
Pra fazer revolução
Seu direito conquistar
Nosso povo entra em cena
A arte nunca pode se render
Ecoa a voz do “Nascimento”
Orfeu sobe o morro pra vencer!
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Lerê! Lerê! Lerererere!
Lerê! Lerê! Lerererere!
A guerreira no “Quilombo”
Fez valer o seu papel
Pela luz das yabás
Todo preto vai pro céu!
Consagração, da negritude
Resiste entre tantos personagens
A pele preta é armadura
No palco, expressão de liberdade
Evoé, mulher!
Igual a ti eu nunca vi
Você ainda está aqui
Pra sempre, presente!
É sua coroação
Protagonista no meu pavilhão
Ô! Malunga!
Ô! Malunga ê!
Malunga Léa, arroboboi
Toca o bravum com ancestralidade
No terreiro Mocidade!