Samba da MUM: Celebração das Orixás Femininas e das Raízes Afro-Brasileiras

Emerson Dias é o intérprete da MUM
Emerson Dias é o intérprete da MUM – Foto: Divulgação

Começando sua trajetória entre as grandes escolas de São Paulo, a agremiação apresenta o enredo “GÈLÈDÉS – Agbara Obinrin”, uma homenagem ao Geledés – Instituto da Mulher Negra, fundado por Sueli Carneiro, uma figura central na luta antirracista e feminista no Brasil. A letra do samba presta tributo às Yabás, orixás femininas como Yemanjá e Oxum, com versos que exaltam a beleza, a fé e, acima de tudo, a identidade.

Frases como “a mãe de todas tem a nossa cor” e “deusa do ouro, um tesouro do Orun” enfatizam a conexão com a ancestralidade africana.

Rainha da bateria do Rosas ostenta carrão

Assim, a Mocidade Unida da Mooca elabora um desfile que celebra a força, a espiritualidade e a trajetória das mulheres negras, trazendo suas vozes e símbolos para o centro da avenida, com um impacto cultural imenso e relevância social indiscutível.

Confira a letra do samba da MUM

Compositores: Lucas Donato, Gui Cruz, Aquiles da Vila, Fabiano Sorriso, Marcos Vinicius, Vitor Gabriel, Biel, Mateus Pranto e Willian Tadeu

Odudua Ayê Ô! Ayê Ayê!
Alábàṣẹ Omo

Silêncio!
Nesta noite de Efé
Incorporo meu axé
No Itã da criação
Ao sagrado feminino
Ofereço meu destino
Num ritual de devoção
É grandioso o poder das Yamis
Um oriki é acalanto às Yabás
Ê Kalunga, Okan mergulhou… saudade!
Consagro meu ori às ancestrais

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Odociá! Yemanjá Odò!
A mãe de todas tem a nossa cor
Oromimá… Oraieieô… Oraieieô Oxum
Deusa do ouro, um tesouro do Orun!

Cada preta que passa por mim
Refaz o caminho de tantas Iyás
Faz levante, coletivo, irmandade
Ostenta o guelé por igualdade
Resiste na pele do tambor, encara o opressor
Guerreira, guardiã: vem ser mais uma, mulher…
A voz que espalha o bem
Ninguém solta a mão de ninguém
Na caminhada por um novo amanhã!

Quero ver… casa-grande vai tremer
No meu Quilombo é noite de Xirê!
A Mooca faz a revolução
É Guèledés: A libertação!